terça-feira, 30 de maio de 2017

O meu ano de Caloira

Em Setembro tomei duas decisões que, com o tempo, provaram ser as melhores da minha vida.
Jurei a mim mesma que ia ser a melhor versão de mim, aquela que sempre quis ser, mas que por qualquer motivo, nunca fui. Ia ajudar os outros naquilo que pudesse, ia dar o melhor me mim, e trataria todos da mesma maneira, com amor, carinho e respeito.

E depois das matriculas, quando surgiu uma questão que, sinceramente, nunca me tinha passado muito pela cabeça - a praxe- decidi que ia levar aquilo até ao fim, sofresse o que sofresse, vivendo o que vivesse.

Estas duas decisões abriram-me portas inimagináveis, graças a elas, conheci pessoas que de qualquer outra forma não teria sequer pensado em falar, conheci praticamente todos os meus amigos de Aveiro na praxe, e acredito que a minha mudança de atitude tenha ajudado a que essas pessoas ficassem.

A primeira semana foi de morrer, as viagens a casa matava-me (é por estas e por outras que agora só vou praticamente a casa de mês a mês), os testes deram cabo de mim, a época de exames e a de recurso tiraram-me anos de vida, os trabalhos, as  noites sem dormir, o esforço e as noites sem dormir, a praxe, e a independência que encontrei, fizeram e fazem tudo valer a pena. 

No desfile, na semana académica, fiquei sem pulmões, fiquei com um bocadinho de frio, e deitei uma lágrima, enfim, emocionei-me, porque estava na cidade que me tinha roubado o coração no 10º ano, quando estava a voltar de um casamento em Sintra,  estava no curso que tanto queria, e à minha volta estavam pessoas que espero levar para a vida, que me enchem o coração e que fazem todos e quaisquer momentos nesta nossa Veneza Portuguesa valer a pena.

Não me arrependo de nenhuma decisão, de nenhum jantar, de nenhuma brincadeira que tenha feito, de todas as vezes que fiquei sem voz. Sinto que vivi em pleno o meu ano de caloira, apenas se é caloiro uma vez, e gosto de acreditar que fui (apesar de tudo) uma boa caloira do nosso mágico ISCA Aveiro, e aqui entre nós, podem ter a certeza que levo o ISCAA no peito, até ao fim, que com ele dava a volta ao mundo, e que quero passar com ele mais do que todo o ano.

Graças a Deus não nasci Aluviã.

Com amor, 
Laura
Caloira 66

P.S.-Só ia desabafar sobre este tema em Agosto ou em Setembro, depois do final definitivo do meu ano de caloira no nosso mágico Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Aveiro, mas por motivos de força maior, aqui estão os meus mais sinceros pensamentos.

1 comentário:

  1. Ainda bem que gostaste do teu ano de caloira. O meu também foi muito especial.
    E em Setembro lá vamos nós as duas para longe de casa outra vez. Custa. Mas definitivamente, vale a pena!!!
    Beijinhos
    http://missdreamer-blogger.blogspot.pt/

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19 | Açoriana que cresceu em Viana do Castelo | Hufflepuff | Estudante de Marketing em Aveiro

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